quinta-feira, 16 de maio de 2013

Minha Musa Inspiradora

Trilha Sonora para este post:
True Love Waits by Radiohead on Grooveshark

Todo homem necessita ter a sua musa inspiradora. E esta não é uma mulher qualquer. Ela é especial em todos os sentidos. Consegue enfrentar todas as diversidades da vida mantendo a doçura e sensibilidade. Se aparenta em certos momentos fragilidade, em outros é capaz de derrubar muros para conseguir o que quer. Sua beleza extrapola a aparência física. Internamente revela um mundo fantástico de qualidades e desejos. Por vezes confusos, principalmente a vista dos homens e sua pobre percepção. Toda mulher deve ser assim? Não, mas a minha musa é. E muito mais.

Inicialmente ela me arrebatou com sua beleza: lindos olhos azuis, pele alva e delicada, boca desenhada em lábios carnudos. Pela descrição poderia ser esnobe e gabar-se de possuir tantos atributos físicos. Mas não. É tímida e geralmente calada. Porém quando fala sabe o que diz. Esconde dentro de si uma personalidade forte, idéias convictas, valores de que não abre mão. É honesta, consigo e com os outros. Talvez até cobre demais de si uma perfeição que já a possui. 

Tem um coração tão bom e uma pureza que talvez não se encontre mais nos dias de hoje. Ama a todos com uma espontaneidade que assusta. E ela me conquistou assim, revelando-se aos poucos e sem medo de entregar-se. Por muitas vezes questiono-me se mereço tudo isso, se Deus não errou um pouco na retribuição!

Nossos destinos cruzaram-se quando ambos não acreditavam mais que um dia pudessem conhecer alguém que os completasse, que fosse capaz de dividir os sonhos e as angústias, de se dar as mãos e procurar um rumo juntos. E isto aconteceu de uma forma tão natural que era como se fosse apenas o destino da vida realizando-se. Não houve promessas de amor eterno nem a loucura de uma paixão desordenada. Houve constatações, confirmações de que era para ser para sempre.

Hoje ela é minha companheira, minha amiga, a amante perfeita e esposa dedicada, a pessoa quem mais eu confio e que me conhece por inteiro, do jeito que sou, sem querer mais nem menos. Ela é linda em todos os sentidos, uma alma pura, um anjo, a pessoa com quem quero viver o resto de meus dias e traçar um futuro lindo, cheio de planos e realizações. E haja o que houver eu estarei com ela. 

Certo dia eu sonhei com a música do Radiohead que dizia que o verdadeiro amor espera. E eu esperei. E ele chegou, e hoje vivo com ele, meu real e verdadeiro amor: Hilda Felsinger Carneiro Stacechen.

Parabéns meu amor, por seu aniversário e por ser a pessoa que é. Esse é apenas mais um dos muitos aniversários que passaremos juntos. Te amo mais que tudo!

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Fake Plastic World

Trilha para este post:


Como querer adequar-se a um mundo em que tudo torna-se superficial, efêmero e aparente? As formas sobrepõe-se aos conteúdos. Seres humanos ganhando o aspecto de semblantes. Fogem da vivência de uma existência autêntica para assumirem a forma de um avatar, construído apenas com imagens criadas idealmente e constantemente projetadas para o outro observar, desfrutar e logo depois descartar. 

Querem ostentar o que não são, apresentar apenas o "seu melhor". Não há espaço nem tempo para erros, defeitos e desvios de uma normalidade rigidamente construída e consumida por todos. Os fluxos constantes de informação virtual sufocam, entopem todos os sentidos com imagens, sons, e todo tipo de dados. 

Conectados? Com o quê? À uma nuvem?

Vícios novos, vícios cada vez mais inúteis que já não sustentam o sujeito, o levam a uma autodestruição. Busca-se o sentido onde não há algum. Na tradição, religião, ideologias? Faliram há muito. Ai só há destroços, pequenos suportes frágeis e momentâneos. 

O excesso de informação leva apenas a ignorância. Sabe-se muito pouco sobre tudo. E julga-se tudo a partir desta ignorância-pretensa-inteligência. E mais, é obrigatório divulgá-la. "É o meu ponto de vista!". As individualidades exacerbadas diluíram o senso social. Se não se consegue o olhar-para-si-mesmo, imagina para-um-outro? Alteridade? O que é isso?

São apenas os tempos atuais. Fake plastic world


Trilha Sonora: "Fake Plastic Trees" - Radiohead; The National "Sad Songs for Dirty Lovers" - álbum. 

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Liberte-se

Para minha irmã Zu
Trilha sonora para este post:

Foi um sonho. Tenho quase certeza, era a casa do Portão. Estávamos tão tristes vendo todos aqueles móveis e pequenas coisas que lembravam tanto a vó e o vô. A velha estante da sala cheia de livros. O jardim com a horta e a garagem. Tudo estava lá, menos eles. Talvez eu perambulei por todos esses cômodos e as lembranças brotavam sem parar.

Por mais que eu estivesse triste havia um clima de uma doce nostalgia. Era como se eu estivesse  já compreendendo a mensagem que viria. Ao constatar que minha irmã sofria muito ainda com todo esse cenário, ao sair da casa, eu apenas disse a ela: liberte-se!

Acordei com esta frase na cabeça, e lembrei de minha irmã que ainda vive intensamente todos os dias a dor de enfrentar o luto, convivendo na mesma casa onde tudo lembra minha avó. Recordei a mensagem do sonho, que tem tudo a ver com o que nossa avó representa para nós: liberdade. Ela era um espírito livre. Imaginei o que ela pensaria de saber que há pessoas sofrendo muito com sua ausência e tenho a total certeza que ela apenas diria: "liberte-se".



"Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo
O tempo todo
E quando vejo o mar
Existe algo que diz
Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem...

Já que você não está aqui
O que posso fazer
É cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos
Lembra que o plano
Era ficarmos bem..."
(Vento no Litoral - Renato Russo)

Obs.: Ao abrir o Facebook pela manhã eu encontro em um post da Amannda Montanarin esta linda versão de Vento no Litoral, com Renato Russo e Cássia Eller em dueto!


segunda-feira, 22 de abril de 2013

Sol de Outono


Sinto apenas o sol relutante buscando amenizar o leve frio. As cores são outras, as sensações também. Em uma outra segunda-feira qualquer eu estaria angustiado tentando elaborar o fim do ócio. Mas hoje não, uma breve euforia toma conta do ambiente. Vontade amena de apenas deixar o dia escapar de meu controle. Momento de entrega e fuga breve do real. Sei, é apenas um sol de outono, mas isso faz tão bem.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Id


Trilha Sonora para este Post:
Uma lembrança antiga fez despertar imagens que talvez há muito tempo estavam adormecidas: de um ser passional, louco e inconsequente. Inconformado com todas as regras e adequações. Um espirito livre em busca de novidades e aventuras em um mundo inteiro a ser explorado.

Este lado há muito tempo foi sendo sufocado e na verdade nunca pôde se expressar completamente. Porque este ser libertário era também amargurado e consumido pela angústia e que por isso encontrou poucas vezes um lugar para manifestar-se. E o pior que esta prisão fora criada por si mesmo, sempre buscando subterfúgios para justificá-la.

Tinha a mente cheia de ideais e desejos, assim como uma vontade absurda de realiza-los e coloca-los em prática. Mas sempre sucumbiu a alguma força que o reprimia. Andava muito mais à sombra do que à revelia. Vivia mais em um mundo de ideias do que na realidade terrena. Por muitas vezes sentia em seu peito uma vontade extrema de explodir, mas quase sempre acabava implodido.

Por alguns instantes a lembrança tentou trazer esse lado à tona novamente, e foi muito mais difícil. A rebeldia e a indignação estão caladas há um bom tempo. Surgem às vezes de forma civilizada e amena. É possível identificar esse desejo quase apagado, mas querer provocá-lo novamente é tarefa em vão. Há muito ele vem se apagando para quase não mais existir.

Sempre houve o medo e a insegurança, e mais, a sensação de uma iminente autodestruição. Nunca se soube os limites, e não foi possível chegar perto deles. Mas sempre a porra da sensação de que algo prendia, que não se poderia viver essas emoções livremente, e pior, que talvez não se merecesse tal dádiva. E por que não?

O simples deixar fluir e trazer os sentimentos à tona assustavam. Fugia, desesperadamente. As intensas emoções o faziam regredir, fechar-se em torno de si e esperar o turbilhão passar. Mas nunca apenas deixar sair. Quando escapavam, era o terror, o medo, a desilusão.

E por alguns minutos surgiu novamente a sensação de que esse lado pudesse ainda emergir e, dessa vez, talvez espontaneamente ter uma existência autêntica.