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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Redemoinhos

Trilha Sonora para este Post: 
Sol no escuro by Fabio Góes on Grooveshark


A vida e seus redemoinhos. Movimentos que vão e voltam, nos jogando quase sempre ao centro, e algumas
vezes às beiradas. Ao centro tudo é mais tranquilo. Vê-se tudo e tem-se a impressão de se estar no controle. E às vezes é uma mesmice só.

Mas é na beira que se entra em contato com outros corpos, com o estranho. Pode-se chocar com outros redemoinhos e desse encontro surgir algo novo. Saí-se do conforto do centro, desestabiliza-se.

Tem dias que quero apenas ficar em meu centro. Não quero nada e ninguém perto de mim. Deixe-me apenas estar aqui e permanecer. A angústia trava qualquer movimento. Parece menos doloroso, a sensação é de estar mais protegido, mais distante de possíveis rotas incertas. Mas corre-se o risco de estagnar, ficar preso a um mundo certo, porém limitado. A mesma angústia que te trava alerta para o risco da morte. 

Se ficar é fácil, sair não é tão simples. Procurar caminhos, rotas e possibilidades se faz necessário. É incômodo, as vezes o redemoinho te joga longe, e com muita força. O choque com o desconhecido pode ser brutal. Mas é preciso enfrentar os riscos e aceitar o que vier. Caso contrário resta apenas ver o mundo girar à sua volta.

Trilha Sonora: "Sol no Escuro" - Fabio Góes; "Venus in Furs" - The Velvet Underground.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Amanhã

Levo minha vida assim.
Solitário.
Esperando pelo amanhã.
Um amanhã que não se concretiza.

Esperando viver uma vida conforme esperei.
À espera, tortura.
Quero que o tempo simplesmente passe, e vai passando.
Não assim. Quero outra coisa. Quero os outros, quero a vida assim.
Com todos perto de mim, vivendo minha vida com eles.

Tudo passa numa lentidão sem fim.
Esgoto-me. Desafio-me. Vivo.
Vida breve que passa e passa.
Sonhos a se sonhar.

Passos e passos.
Calmaria, pensamentos em ebulição.
Mais um dia a se passar.
Que venha. Estarei aqui.

Sem metade de mim, meio assim.
Sou eu, fingindo ser.
Algo que busco estar.
Quem sabe, um dia.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Segunda-feira (ou Reclusão)

A roupa quente ainda na cama. Chuva e frio. Uma segunda-feira pela frente. Vai ser longa, sempre é, mas quando você se vai... é pior. Eu sei que não devo pensar assim. Gostaria que fosse mais um dia comum.

A semana começa quarta-feira. Segunda desapareço completamente. Terça tento me reerguer. Quarta estou bem. Quinta até sorrio. Sexta ansioso. Aí o fim de semana voa. Tento não viver apenas esperando esse dia chegar. Tento fazer com que meus dias realmente valham a pena. As vezes consigo. Mas segunda-feira, não.

É o dia que nos separamos. Passo as horas entre as doces lembranças dos momentos passados e a árdua tarefa de começar outra semana assim. Tenho que me acostumar. Vontade de mandar tudo ao "foda-se". Acontece que fim de semana significa ter folgado dois dias e deixado meu corpo entregar-se ao "suado" ócio, para então confrontar-se com a velha rotina novamente. É preciso voltar para a Terra. Para a vida material.
Não quero. Apenas não. Reclusão (até quarta...).

Trilha Sonora: Fábio Góes, "Sem Mentira".