sexta-feira, 15 de junho de 2007

nada

tudo anda tão vazio, sem sentido. ando vagando por ai, entre pensamentos e uma vida sem nada a acontecer. tudo tão óbvio, tão certo e controlado. tudo sem sentido algum. tudo parece ocorrer sem nada se concluir. a mesma porra de sempre.

Trilha Sonora: Explosions in the Sky; Sigur Rós

sexta-feira, 20 de abril de 2007

vazio

o vazio se aproxima o tempo todo. pouca luz em seu quarto, livros de Nietzsche espalhados pelo chão. garrafa de vodka vazia cheia de bitucas. uma vitrola, um disco do Stooges tocando, momento de deixar os pensamentos voarem. - transei com o Cassius ontem. foi uma bosta. aquele bigodinho dele, ar blasé, palavras ao ar e mais nada. tudo anda tão frívolo ultimamente. havia tempos Julia se questionava pelo sentimento de que tudo parece desmanchar-se, esvaziar-se. uma falta de sentido constante, como se houvesse coisas de mais no mundo e significados de menos. ela mesma se sentira uma idiota ao constatar passar horas na frente de uma tv e que eram vividos como num piscar de olhos, enquanto ler um livro que se interessara demorava séculos. - que burra, o que é dasein mesmo? Falta do que fazer. falta do que pensar. está tão só, ao mesmo sempre cercada de pessoas. anda vagando pelas ruas de Curitiba. cidade perdida, estagnada em sua própria alienação. tudo parece tão fake por aqui? Café do Teatro, intelectualismo provinciano, indies fumando e tomando bohemia. saudades dos tempos de tubão no Passeio, uniformes azuis. - tinhamos tanto o que falar. eram merdas, mas riamos tanto! Voltar para o apê, ligar a tv, rezar para amanhã chegar logo. Será que o Cassius me ligou?

Trilha Sonora: The Stooges, Yo La Tengo, R.E.M., Ben Harper (execução aleatória).

sábado, 14 de abril de 2007

eu estava andando e não a vi. faz meses que ando e não o vejo por ai. faz muito tempo que não me sinto... como realmente eu sou. vago e vago por ai sem saber se sou eu mesmo. procuro o que seria eu mesmo, mas sou? que caminho sem volta esse de não ser mais quem se foi? me sinto vazio. quem sou, que merda sou eu? já não sou o mesmo. já não sou o que era antes. quem? vazio, vazio.

Trilha Sonora: Mogwai "Mogwai Fear Satan", from the Young Team' Album

domingo, 24 de dezembro de 2006

Falling Angels

poucos anjos já existiram aqui. muita desgraça já aconteceu. talvez eles sejam fantasmas. até acredito que sejam. porque fantasmas só vivem do passado, e sempre voltam para assombrar. não há fantasmas do futuro, ou que apareçam para dizer o que será bom no futuro. eles sempre aparecem para não deixar que algo não se perca no tempo, que não deixe a memória embotar. na real, eles sempre estão vivos, sempre ali, no seu canto, isolados. para saber que não é possível esquecê-los. senão, não seria anjos, não seriam fantasmas. o que não há utilidade não sobrevive, nem volta. anjos caem, aos pedaços. sempre estão por ai, em alguma idéia de esperança, em algum lugar que não podemos alcançar. onde não podemos mais sonhar. onde não mais vivemos. ali onde a fantasia toma conta de nossos seres, onde o eu não existe mais.
queria ser um anjo, para poder voar, para poder ir onde nenhum humano foi. mas só sou um humano, com todas as falhas, com todas as contigências, com a vida. e isso eles não podem ter. a vida. só humanos como eu à tem, e não sabem viver. não sabem o que é sofrer, e isso é viver. anjos existem em nossa imaginação, e graças a Deus eles existem, pois ser Humano, não é para qualquer um. é para aqueles que deixam de ser humanos...

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

A História da minha Vida

06/12/2006


Para Vivi,


Eu quero lhe contar uma história. Uma história de uma pessoa muito especial, que de repente se apresentou à minha vida e não quis sair mais. Eu também não quis que ela saísse. Ela me ganhou no primeiro olhar. Eu juro que tentei escapar. Mas algo me puxou para perto dela e dali não saí mais. Esta pessoa tem uma força incrível, uma energia radiante, uma beleza exuberante. Não á toa, a apelidaram: Vida. Palavra difícil de explicar seus significados, pois são tantos, mas que é facilmente sentida, experimentada, sofrida, alegrada, incansavelmente lutada a cada dia por cada um que habite nesse mundo. A Vida é a própria metáfora de tudo isso. Força. Talvez “força” seja um significante que exprima o que se sente ao conviver com tal pessoa. Intensidade. Viver cada segundo intensamente. Amor. Um coração que cabe a todos, que transborda afetos, que consome você loucamente. Que lhe acolhe naquele dia onde tudo parece dar errado. Olhar. De quem quer proteger-lhe, mesmo quando ela sente-se a pessoa mais desprotegida do mundo. Uma flor sensível e cheia de espinhos, que ocultam uma sensibilidade e ternura imensas. Exige muitos cuidados, mas vale a pena tentar.

Passei momentos inesquecíveis com essa pessoa. Mergulhei em sua alma como nunca antes. Fui a abismos, a fendas, tentando desvendá-la. Abri meu peito, mostrei o que nunca mostrei a ninguém. Fundi minha alma com a sua. Paguei o preço por isso, por desverlar-me. Não me arrependo de nada. Só sei que vivi intensamente cada momento junto de ti nesses 3 anos e pouco. Tornei-me outra pessoa. Fui ao inferno e ao paraíso, às vezes num mesmo dia. Enfim, abri-me à Vida. Obrigado por tudo. Obrigado por ter entrado em minha vida e fazer eu seguir outros caminhos. Os caminhos tortuosos que só a Vida nos faz seguir. E como valem a pena.

Felicidades em seu aniversário. De seu amor, Luiz.

Trilha Sonora: The Verve: "History", "On your own" e "Lucky man".